quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008



Escrevo esperando por ti... Esperando algo que me faça ter esperanças de que tu ainda não me esqueceste....

Sei da impossibilidade de ficarmos juntos e ainda assim permaneço neste meu desvaneio... esperando um sinal... um pedido de licença para q eu possa me retirar da sua vida....

Mas tu não vens... e nem me falas para ir embora... E neste empasse nada mais me resta além de te esperar...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Escrever virou rotina... No ônibus, no metrô, na escrivaninha ou no teclado...
Este foi escrito no meio da noite d ontem... o rascunho está molhado... A folha borrada d tinta...

Amo demasiadamente "A galera mais foda do mundo"....

O que era eu...
“Éramos muitos... Sabíamos q nossa amizade era indissociável, mas um dia isso começou a ruir, ruir os laços que agente achava ser forte... E um dia já não éramos muitos, mas somente um....”
Um dia qualquer daqui a muito, muito tempo....
Estaremos com nossas vidas agitadas, com inúmeros compromissos e prazos para entregar coisas... Seguiremos nossas rotinas diárias que só mesmo o tempo nos dirá qual será ela; E, neste dia em especial, em algum lugar não muito usual (em um farol vermelho, no transito, em algum café ou até mesmo em uma padaria) lembraremos de pessoas que um dia nos foram especiais e que acabamos deixando para trás com o passar dos anos...
Neste dia, nesta hr, teremos em mãos o nosso tão sonhado futuro brilhante, teremos nossa própria família, pessoas novas de cujos rostos vocês ainda nem sabem q existem e talvez vc queira compartilhar um pouco disso com eles...
Tentaremos lembrar-se dos nomes e muitos deles não nos virão a mente, nos esforçaremos ao máximo para lembrarmos cada um, mas perceberemos logo que muitos deles acabaram ficando para trás a tanto tempo que será impossível de se lembrar...
Então tentaremos lembrar-se da fisionomia de cada uma daqueles seres quase desconhecidos... Serão apenas rostos embaçados e até mesmos desfigurados... Ficaremos pensando “como ele era mesmo??? Passei tanto tempo com ele....”... Tudo será um emaranhado de sutis lembranças... Tentaremos nos ater a detalhes importantes e ainda assim não conseguiremos lembrar-se dos sorrisos e expressões... Então tentaremos nos lembrar das coisas que nós fazíamos...
Lembraremos em flashes de alguns dias em especial.... Lembraremos q ficávamos em frente a uma padaria... A padaria da... da... da... “Qual era mesmo o nome dela??”... e vamos dar risadas de coisas banais que aconteceram por lá... Sentiremos falta disto e vamos querer ligar, mas já não existem mais os números de telefone... eles mudaram... e talvez encontremos conforto em uma porção de fotos que nossas mães guardaram...
Pensaremos em como todas aquelas pessoas estariam e em que momento definitivo viemos a perdê-las. Será assustador perceber q não foi um dia em especial... foi uma porção de dias comuns dos quais nem percebemos e acabamos deixando-os ir embora.... Usamos o telefone algumas vezes para ligar para aquelas criaturas, mas não foi suficiente... Constituímos famílias, conseguimos aquela promoção no emprego e de certa forma contribuímos para que isso acabasse...
E o mundo segue nesse emaranhado de lembranças boas que vc vai preenchendo com pessoas novas. E neste dia vc percebe que essas pessoas que eram seus amigos e agora, assim como vc... se encontram em uma solidão triste e adulta....
Neste dia uma dorzinha lhe apertará o peito e talvez dê vontade de chorar e não tanto pelas lembranças, mas neste dia perceberemos que deixamos não rostos ou rotinas, mas deixamos as pessoas que hj mais amamos por uma coisa banal que é o amadurecer....

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008